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Navio-Escola Sagres chega ao Brasil «completando um ciclo», diz Ministro da Defesa

Depois de realizar a primeira travessia atlântica da viagem de circum-navegação, o Navio-Escola Sagres chegou ao Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro.

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10 de fevereiro de 2020

​Depois de realizar a primeira travessia atlânt​ica da viagem de circum-navegação, o Navio-Escola Sagres chegou ao Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro.​

O Ministro da Defesa João Gomes Cravinho recebeu o navio atracado nas águas da baía de Guanabara, acompanhado pelo Ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo: “há uma agenda muito rica entre Portugal e o Brasil e digamos que a cereja no topo do bolo foi poder ser anfitrião num almoço aqui no navio Sagres, que em tempos pertenceu à Marinha do Brasil. Nessa altura tinha o nome desta magnífica baía e, portanto, há aqui todo um ciclo que se completa", disse o Ministro português.

Ainda antes de chegar ao Brasil, a 8 de fevereiro, o navio comandado pelo capitão-de-fragata Maurício Camilo e a sua guarnição de 142 militares, celebrou 58 anos desde que a bandeira portuguesa foi içada a bordo, ao serviço da Marinha portuguesa.

No primeiro mês de viagem, entre 5 de janeiro e 5 de fevereiro, o NRP Sagres percorreu 3946 milhas náuticas (o equivalente a 7307 km), realizou 743 horas de missão e cerca de 600 horas de navegação. Durante metade desse tempo, navegou à vela.

O Navio-Escola Sagres está no Rio de Janeiro no âmbito das comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação realizada por Fernão de Magalhães. Até sábado, dia 15, está aberto a visitas, antes de partir para o Uruguai.

Portugal e Brasil: «vontade de fazer mais no futuro»

Ainda antes de subir a bordo do Navio-Escola Sagres, o Ministro da Defesa português deu uma palestra na Escola Superior de Guerra, que contou com a presença do Ministro da Defesa do Brasil. Os dois tiveram uma reunião bilateral da qual saíram várias possibilidades futuras de trabalho conjunto: “desde questões relacionadas com a ciberdefesa, com o espaço, à possibilidade de trabalharmos juntos em missões da ONU e no contexto da CPLP", revelou João Gomes Cravinho.

Deste encontro entre os Ministros da Defesa dos dois países saiu também a proposta de promover um evento com as indústrias de defesa portuguesa e brasileira:  “identificámos o mês de julho como um bom mês para juntarmos à mesa as nossas indústrias, aquelas que têm participação do Estado e empresas privadas, com as indústrias brasileiras". Segundo o Ministro Gomes Cravinho, o objetivo é traçar caminhos para colaboração futura entre Portugal e o Brasil. Do lado brasileiro, foi pedido um encontro entre os Ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros dos dois países, “porque o ambiente estratégico internacional requer essa concertação entre a parte política e a parte militar", explicou.  

Brasil no “Centro do Atlântico"

O Ministro da Defesa português foi recebido pelo seu homólogo brasileiro, Fernando Azevedo, na Escola Superior de Guerra, situada no Rio de Janeiro.

João Gomes Cravinho proferiu a palestra “Uma visão portuguesa do mundo a partir do Atlântico", na qual falou do Centro do Atlântico, sediado nos Açores, sublinhando o objetivo de unir as várias regiões que têm estado divididas: “que [o Centro] seja uma plataforma para o diálogo, para o desenvolvimento de um conhecimento situacional comum entre as Marinhas do Atlântico, de leste a oeste, de norte a sul".

O Ministro da Defesa de Portugal explicou, em declarações aos jornalistas, a importância de desenvolver um mecanismo que permitisse funcionar como plataforma de colaboração, como é o Centro do Atlântico, e neste processo “é imprescindível a participação do Brasil", um parceiro “muito especial para Portugal, que traz valências diferentes", revelando que a ideia de integrar o Centro foi bem acolhida pelas contrapartes brasileiras.​


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