Militares portugueses fazem «trabalho extremamente valioso» no Iraque, destaca Ministro da Defesa na visita à 9ª Força Nacional Destacada

01 de agosto de 2019

O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visitou esta quarta-feira, 31 de julho, a força portuguesa destacada no Iraque, composta por 30 militares, que participa na missão de formação e treino das forças armadas e forças de segurança iraquianas

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O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visitou esta quarta-feira, 31 de julho, a força portuguesa destacada no Iraque, composta por 30 militares, que participa na missão de formação e treino das forças armadas e forças de segurança iraquianas, no âmbito da operação “Inherent Resolve”.
“O trabalho dos portugueses é extremamente valioso, de grande profissionalismo, exigente, mas com consequências. Cada mês que aqui estão é um mês em que os iraquianos estão mais treinados, mais capazes de assumir eles próprios as suas responsabilidades pelas paz e segurança neste território”, disse o Ministro que durante a visita ao 9º contingente, assistiu a uma parte do treino ministrado pelos militares portugueses no campo de Besmayah, a cerca de 50 quilómetros da capital iraquiana Bagdad, conversou com as Chefias Militares Iraquianas sobre esta cooperação, com o 2º Comandante da “Inherent Resolve”, Major-General Ghika, e com o Comandante Espanhol da “Building Partnership Capacity”, Bridageiro-General Barreto.
No final da visita, fez uma avaliação “extremamente positiva”. Os portugueses aliam uma “interlocução natural a um profissionalismo para ministrar a formação”, disse, assinalando que o objetivo é as “forças de segurança tomarem conta da segurança do seu país”. Para o governante, este é um “passo absolutamente fundamental” face à “ameaça do terrorismo, em particular do Daesh”.
Houve ainda tempo para um momento de convívio na base militar “Gran Capitán”. Após o almoço com os militares portugueses, o Ministro agradeceu a prestação do contingente e revelou o orgulho que sentia: “estão a fazer um trabalho que é absolutamente necessário” disse à Força na “Casa de Portugal”. O atual contingente liderado pelo Major Barros chegou em abril e é composto por militares de várias unidades da Brigada de Intervenção.
A diversidade de valências presentes nos contingentes nacionais, bem como o elevado grau de especialização de cada militar, fazem do contingente português uma força flexível, com grande amplitude de emprego no âmbito do treino, sendo responsável pelo treino de unidades das forças de segurança iraquianas do escalão de batalhão, bem como pela formação de equipas de especialistas em áreas que vão desde o combate em áreas edificadas, às atividades de deteção e proteção contra engenhos explosivos improvisados.
Portugal participa no esforço da Coligação Internacional em atividades não combatentes desde 2015, com uma força constituída por 30 militares, com rotação semestral, integrado no “Building Partnership Capacity” de Espanha, ocupando a base militar “Gran Capitán”. Acresce a este contingente dois oficiais no Estado-Maior e mais dois que dão formação de operações especiais.

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