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Inquérito à População Portuguesa sobre Defesa Nacional e Forças Armadas

Defesa Nacional ciente da responsabilidade que o nível de confiança das portuguesas e dos portugueses representa

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07 de julho de 2021 - Fonte: IDN

Decorreu esta quarta-feira, no Instituto da Defesa Nacional (IDN), em Lisboa, a apresentação pública de resultados referente ao “Inquérito à População Portuguesa sobre Defesa Nacional e Forças Armadas”​​, que contou com a presença do Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

Na sua intervenção, durante a sessão de encerramento, o Ministro considerou como positivo o reconhecimento dos portugueses pelas Forças Armadas - “um seguro contra todos os riscos” -, nomeadamente em ameaças como crises económicas, novas pandemias e epidemias, ciberataques, alterações climáticas e ataques terroristas, referindo-se aos mais de 70% dos inquiridos que tem “muita ou total” confiança (73,4%). “Uma boa notícia é que a maioria dos inquiridos consideram que as Forças Armadas servem para muito mais do que fazer a guerra no sentido convencional do termo”, destacou, referindo-se à importância dada pelos inquiridos à multiplicidade de missões.

O inquérito revela que os portugueses consideram que o mundo será ainda mais perigoso, na próxima década, sustentando o envolvimento de Portugal em alianças internacionais. Sobre este ponto, o Ministro da Defesa afirmou que “Portugal pode, e na minha opinião deve, soberanamente, considerar que nos defendemos melhor em conjunto”, referindo-se assim à Aliança Atlântica e ao papel global da União Europeia.

Outros aspetos destacados por João Gomes Cravinho sobre os resultados do inquérito são a importância da integração das mulheres, vista como positiva pelos inquiridos, e a defesa do atual modelo de serviço militar voluntário, manifestada na sua maioria pelas camadas mais jovens, mulheres e indivíduos com escolaridade mais elevada. Aqui, o Dia de Defesa Nacional assume um papel com elevada aceitação entre os mais jovens.

Dando nota de algumas preocupações manifestadas nos resultados, nomeadamente com a capacidade de resposta ao nível da ciberdefesa e com os meios e os efetivos do conjunto das Forças Armadas, o Ministro afirmou que a Defesa trabalha constantemente no sentido de melhorar ambos os aspetos, sendo prova disso o investimento feito na renovação tecnológica e o Plano de Ação para Profissionalização do Serviço Militar.

O Ministro da Defesa Nacional terminou a intervenção afirmando que “a Defesa Nacional, as Forças Armadas estão cientes da enorme responsabilidade que este nível de confiança das portuguesas e dos portugueses representa, e não deixarão de continuar a corresponder-lhe com toda a sua dedicação e empenhamento, como o fizeram, mais uma vez, no apoio ao combate à Covid-19.”

Este projeto decorreu da colaboração entre o Instituto da Defesa Nacional (IDN), a Direção Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e o Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (IPRI-NOVA).

O inquérito ocorreu entre 7 de janeiro e 24 de fevereiro de 2021 e apresenta uma amostra de 1509 inquiridos, com 48,4% da população masculina e 51,6% feminina, estratificada proporcionalmente por região, com base nos dados do Recenseamento Geral da População de 2011.



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