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Drones da Força Aérea reforçam vigilância de incêndios

Foram apresentados, esta manhã, no aeródromo da Lousã, os novos Sistemas Aéreos Não Tripulados da Força Aérea Portuguesa que irão reforçar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios

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04 de agosto de 2020

Foram apresentados, esta manhã, no aeródromo da Lousã, os novos Sistemas Aéreos Não Tripulados da Força Aérea Portuguesa que irão reforçar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios (DECIR).

Os doze aparelhos adquiridos pela Força Aérea Portuguesa entram em atividade ainda esta semana e irão cobrir a partir do final de agosto todo o território continental.

Construídos em Portugal e atualmente a completarem a fase final de testes, os novos meios trarão “um salto qualitativo no controlo dos incêndios rurais em Portugal", disse o ministro da Defesa Nacional esta manhã durante a apresentação.  “A criação destes novos mecanismos de fusão de informação permitirão dotar o país de conhecimento situacional real completamente distinto, quer seja de noite ou de dia", acrescentou.

Com autonomia de voo de quase dez horas, os drones serão particularmente úteis para cobrir os períodos de atividade noturna e de inatividade das aeronaves de combate a incêndios, nomeadamente na vigilância de áreas de risco e acompanhamento da evolução de incêndios ativos. 

A operacionalização das aeronaves não tripuladas será realizada a partir de três bases de operação, permitindo, desta forma, coordenar “uma resposta integrada" de múltiplos meios de resposta à deteção e combate aos incêndios rurais.

​Abordagem transversal

À margem do evento onde também estiveram presentes o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e a Secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, João Gomes Cravinho sublinhou “a transversalidade da abordagem" desenvolvida no projeto de criação e implementação das novas aeronaves não tripuladas e destacou o importante trabalho desenvolvido entre os vários atores: “temos um produto financiado pelo Fundo Ambiental, que é gerido pela Força Aérea Portuguesa, em coordenação com a Guarda Nacional Republicana e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e as várias instituições do Ministério do Ambiente e da Ação Climática", e que, garante, “assegurará uma resposta transversal a problemas transversais".

“Reduzir para metade a área ardida é um dos principais objetivos" da empregabilidade dos novos meios de combate aos incêndios disse o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, o que, assegura, contribuirá significativamente para “garantir a sustentabilidade ambiental". João Pedro Matos Fernandes acrescentou ainda que os aparelhos poderão ser utilizados “para outros fins de atividade ambiental, nomeadamente o patrulhamento da orla costeira, de áreas protegidas e ações de vigilância ambiental".

Capacidade operacional total no final de agosto

As doze aeronaves estarão completamente operacionais no final do mês de agosto, ficando dez a operar diretamente de três bases de operação distribuídas pelo território continental: Macedo de Cavaleiros, Lousã e Fóia, e as duas restantes de reserva operacional.

Os aparelhos serão geridos por uma tripulação constituída por cinco militares da Força Aérea Portuguesa e terão um planeamento de seis horas de voo diárias, podendo apenas estar uma aeronave por base em voo simultâneo.

Com esta capacidade nova, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios passará a contar com 60 aeronaves na operação de prevenção e combate aos fogos em Portugal.


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Créditos: MDN

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