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Setor Empresarial do Estado

Compete ao Ministro da Defesa Nacional exercer as competências legalmente atribuídas ao ministério setorial, a respeito das empresas do setor empresarial do Estado nas áreas da defesa nacional e da promoção da base tecnológica e industrial de defesa

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Apesar da posição dominante de Portugal durante o período das Descobertas em finais do século XV, XVI e XVII, o peso da indústria de Defesa portuguesa foi sempre relativamente pequeno. No século XVIII, a indústria de Defesa resumia-se a um arsenal naval, uma cordoaria, uma fábrica de pólvora, uma fundição e uma fábrica de produção de armas. Em meados do século XIX, os bens do militar do Exército e mais tarde os combustíveis passaram a ser fornecidos por uma entidade governamental, a Manutenção Militar.

Na Marinha, a cordoaria evoluiu, passando a fabricar, bandeiras, distintivos, uniformes e posteriormente botes de borracha.

No início do século XX, foi criada uma fábrica de fornecimento de uniformes e equipamentos militares. Durante os anos 60, a indústria de Defesa desenvolveu-se para satisfazer os requisitos das operações antiguerrilha em África. Até meados dos anos noventa a legislação portuguesa não permitia às empresas do sector privado abrangerem a I&D, ensaios e testes, produção ou manutenção de equipamentos destinados exclusivamente para fins militares. O objetivo era o de restringir às empresas estatais a produção de bens militares nomeadamente de bombas, mísseis, torpedos, minas, granadas de mão e explosivos. A construção de aeronaves de combate, helicópteros, navios de guerra foi igualmente limitada às empresas estatais, embora os componentes pudessem ser subcontratados a empresas privadas.

Assim, as unidades fabris das Forças Armadas incluíam:

  • Arsenal do Alfeite, responsável pela reparação naval e pela construção de navios de pequeno porte;

  • Fábrica Nacional de Cordoaria, responsável pelo fabrico e fornecimento de cordame, bandeiras, distintivos, uniformes e equipamento;

  • Manutenção Militar, responsável pelo fornecimento dos bens do militar e mais tarde os combustíveis;

  • Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento (OGFE), para fabrico de uniformes e equipamento;

  • Oficinas Gerais de Material de Engenharia (OGME), para a revisão geral de veículos militares;

  • Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), para a manutenção e reparação de todas as aeronaves, aviónicos, motores, comunicações e equipamentos de radar da Força Aérea Portuguesa.

As OGMA tinham também contratos de manutenção e reparação para outros países e fornecimento de peças e componentes para vários fabricantes europeus de aeronaves. A Indústrias Nacionais de Defesa EP (INDEP), importante empresa de munições, produzia morteiros 60 mm e 81 mm, artilharia e munições, munições de pequeno calibre, metralhadoras e, sob uma licença alemã da Heckler e Koch, a espingarda G-3 de 7,62 mm utilizada pelo exército Português.

 

​O Arsenal do Alfeite, na Base Naval de Lisboa, tinha infraestruturas para a reparação de navios patrulha, auxiliares, corvetas, fragatas e submarinos, bem como para a construção de pequenas unidades navais e auxiliares, como lanchas de fiscalização e embarcações salva-vidas. Outras empresas igualmente relevantes e que continuam no mercado são a EID (Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Eletrónica, S.A.), e a EDISOFT (Empresa de Serviços de Desenvolvimento de Software S.A.).

Em 1996 é criada a EMPORDEF – Empresa Portuguesa de Defesa SGPS S.A., uma Sociedade Gestora de Participações Sociais de capitais públicos tutelada pelo Ministério da Defesa Nacional e pelo Ministério das Finanças, agrupando as participações do estado em todas as empresas da área da Defesa Nacional. Em 2015, atendendo às profundas alterações verificadas no setor da Economia de Defesa, e com o objetivo de o Estado ter uma intervenção mais de apoio às empresas nacionais e não de concorrente das mesmas, e no culminar de um processo de alienação de participações sociais do Estado em diferentes empresas do setor da Defesa, foi decidido proceder à liquidação e extinção da Empordef SGPS, S.A..

De seguida, são identificadas e caraterizadas as Empresas de Defesa Participadas pelo Estado.

Empresas de Defesa Participadas pelo Estado

  • OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, S.A

  • Arsenal do Alfeite, S.A.

  • Navalrocha - Sociedade de Construção e Reparações Navais, S.A.

  • IdD - Portugal Defence

  • EID - Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Eletrónica, S.A.

  • EMPORDEF- Tecnologias de Informação, S.A

  • EDISOFT, S.A

  • Empordef Engenharia Naval, S.A.

  • Extra – Explosivos da Trafaria, S.A.


 Logotipo da OGMAOGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, S.A

A OGMA S.A.  (antiga Oficina Geral de Material Aeronáutico da Força Aérea) é uma empresa cujo acionista maioritário é a Airholding (subsidiária da Embraier) com 65%, tendo o Estado português uma participação de 35% do capital social. Opera no mercado da manutenção aeronáutica e no mercado das aeroestruturas; com o recente investimento no hangar de pintura pretende entrar no negócio da pintura integral de aeronaves que em 2017 foi despiciendo.​

Contacto
OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal
Parque Aeronáutico de Alverca
2615-173 Alverca
Portugal
T. +351 21 958 10 00


Logotipo do Arsenal do Alfeite          Arsenal do Alfeite, S.A.

O Arsenal do Alfeite é uma empresa cujo acionista único é o Estado Português. Opera no mercado da Defesa e tem como missão principal manter a esquadra da Marinha, dedicando-se também à manutenção de navios comerciais e à manutenção industrial especializada. Acresce que o Arsenal, dada a diversidade de tecnologias que incorpora, poderá ser um parceiro de excelência na dinamização do cluster naval português.

A empresa tem um corpo especializado de recursos humanos, em matérias tão diversificadas, como: projeto naval conceptual, básico e de detalhe, reparação mecânica diesel (naval e terrestre), caldeiraria de tubos, máquinas e ferramentas, mecânica do frio, produção e distribuição de energia, etc.. O Arsenal do Alfeite possui tecnologias militares e credenciações que possibilitam ser um operador nesse mercado.

Contacto

Arsenal do Alfeite
Base Naval do Alfeite
2810-001 Almada

T. +351 210 950 800


Logotipo da NAVALROCHA         Navalrocha - Sociedade de Construção e Reparações Navais, S.A.

​A NavalRocha é uma empresa cujos acionistas são:

  • O Estado Português - 45%
  • Coralm - Soc. Gestora de Participações Sociais, S.A. - 35%
  • Navalset – Serviços Industriais e Navais, Lda. - 20%

Opera no mercado da Reparação Naval e tem como atividade principal reparação e manutenção naval de embarcações não militares; marginalmente recebe navios da Armada, com destaque especial para o navio reabastecedor “Bérrio”, dado que o navio não cabe na doca do Arsenal do Alfeite.

Contacto
Estaleiro da Rocha Conde de Óbidos
1399-036 Lisboa

T. +351 213 915 900
E-mail: navalrocha@navalrocha.pt

 

Logotipo da IdD – Plataforma das Indústrias de Defesa N​​           IdD​ – Portugal Defence

A IdD – Portugal Defence​ é uma empresa cujo acionista único é o Estado Português, tem dois desígnios estratégicos distintos: (1) A desmilitarização industrial de munições de forças de segurança e defesa; e (2) A Plataforma das Indústrias de Defesa.

Na sua função original é uma unidade industrial de desmantelamento de munições (desmilitarização) a operar numa propriedade própria em Alcochete (parcela autonomizada do património da EXTRA S.A.), a qual, por alteração estatutária de final de 2014, passa cumulativamente a ser a Plataforma das Indústrias de Defesa com o principal desígnio de promover a Economia de Defesa e de ser a entidade gestora da Base Tecnológica da Indústria Defesa.

Contacto
Av. Ilha da Madeira, nº35 K – 2ºB | Restelo Business Center
1400-203 Lisboa
T +351 215 885 020
E-mail: geral@iddportugal.pt


Logotipo da EID - Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Eletrónica            EID - Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Eletrónica, S.A.

A EID (Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Eletrónica s.a.) é uma empresa cujo acionista maioritário é a Cohort plc com 90%, detendo o Estado português a participação, adicional de 10% do capital social. A empresa está focada no design, fabricação e fornecimento de equipamentos e sistemas avançados de alto desempenho, principalmente para a comunidade de defesa mundial.

Contacto
EID, S.A.
Rua Quinta dos Medronheiros - Lazarim   
2820-486 Charneca da Caparica

T. +351 212 948 600


Logotipo da EMPORDEF- Tecnologias de Informação        EMPORDEF- Tecnologias de Informação, S.A

A EMPORDEF, Tecnologias de Informação S.A. é uma empresa cujo acionista único é o Estado Português que opera no mercado da Defesa e tem como Missão principal fornecer produtos e serviços nas áreas de Simulação, Treino, Sistemas de teste e Suporte à manutenção. Acresce que a ETI, na área de simulação é operador único no país e poderá potenciar a área de Valor Acrescentado e assim ser um parceiro de excelência na dinamização do cluster da defesa português.

A empresa está organizada em três departamentos (Simulação, Aprendizagem e Serviços de suporte) e apresenta qualificações únicas no domínio da simulação. Poderá ser um parceiro importante, caso se pretenda desenvolver a área de formação aeronáutica.

Contacto
Rua Quinta dos Medronheiros - Lazarim
Charneca da Caparica
2815-884 Caparica

T. +351 210 499 900
E-mail: geral@eti.pt


Logotipo da EDISOFT      EDISOFT, S.A

A EDISOFT é uma empresa que integra o Universo Thales, líder de mercado nos sectores da Defesa e Segurança. É uma empresa especializada no âmbito dos sistemas de infraestruturas críticas, quer sejam em terra, no mar, no ar/espaço assim como no domínio da ciberdefesa, garantindo em permanência o acesso à tecnologia mais avançada. Em Portugal a Edisoft é uma subsidiária da Thales, líder na implementação e integração de sistemas de gestão da plataforma e comando e controlo, bem como de controlo do espaço aéreo, entre muitas outras, constituindo-se como elemento diferenciador na construção naval militar.

Acresce que a EDISOFT se posiciona também como uma das empresas com potencial de desenvolvimento das capacidades das entidades nacionais que integram os clusters dos UAV-UUV-UGV e de pesquisa da BTID, estando indicada como uma das empresas nacionais a considerar no âmbito do Projeto PESCO “Counter Unmanned Aerial System”. É estratégica a participação do Estado (17,5% da Defesa e 17,5% da NAV) nesta empresa, tendo em conta a sua missão​.

Contacto
Rua Calvet Magalhães 245
1770-153 Paço de Arcos

T. +351 212 945 900

E-mail: edisoft@edisoft.pt


Logotipo da EMPORDEF Engenharia NavalEMPORDEF Engenharia Naval, S.A.

A EEN/OGMA - Imobiliária, S.A. foi constituída em dezembro de 2004, resultando da cisão simples verificada no ativo imobiliário da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, S.A., e tem como objeto social “a compra, venda e arrendamento de imóveis e revenda dos adquiridos para esse fim, bem como a administração e gestão de imóveis, podendo adquirir ou alienar participações em sociedades com objeto diferente do seu, em sociedades reguladas por leis especiais e como sócio de responsabilidade limitada, assim como associar-se com outras pessoas jurídicas para, nomeadamente, constituir novas sociedades, agrupamentos complementares de empresas, agrupamentos europeus de interesse económico, consórcios e associações em participação”.

Em maio de 2014, a OGMA - Imobiliária, S.A, sofreu um processo de redenominação e alteração do seu objeto social, passando a designar-se EMPORDEF Engenharia Naval SA. Ao objeto social da sociedade foi acrescentada a engenharia naval, a gestão de projetos de construção e a reparação naval e prestação dos serviços necessários às atividades de construção e reparação naval, designadamente nas áreas de procurement, supply chain management e formação no âmbito do apoio ao processo de extinção dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

Contacto
Rua Braamcamp 90, 7º Piso
1250-052 Lisboa


Logotipo da Extra – Explosivos da Trafaria​Extra – Explosivos da Trafaria, S.A.

A EXTRA - Explosivos da Trafaria S.A. é uma empresa cujo acionista maioritário é o Estado Português, com 59,8% do capital social, sendo o remanescente do capital propriedade de uma sociedade, Infacal – Gestão de Investimentos Lda., propriedade da MAXAM–ESPANHA, cujo único ativo é o património imobiliário arrendado à MAXAM POR (subsidiaria da anterior).

Contacto
Estrada Nacional 118, Km 1,
Rego da Amoreira, Lisboa
T. +351 213 947 500​

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