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Ministra da Defesa Nacional destaca o percurso de excelência consolidado pelo IDN ao longo das décadas


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03 de novembro de 2022 - Fonte: IDN

​“Hoje assinalamos o início oficial de mais um novo ciclo de estudos, de investigação e de divulgação das questões de segurança e defesa, que, estou certa, reforçará o percurso de excelência consolidado até agora", afirmou a Ministra da Defesa Nacional na sessão solene de abertura do ano académico 2022/2023 do Instituto da Defesa Nacional (IDN), presidida pelo Presidente da Républica, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa.

Helena Carreiras, destacou, esta quinta-feira, que o IDN tem contribuído ao longo dos seus 47 anos de existência para a construção de uma comunidade de estudos estratégicos, em constante ligação com diversas áreas da sociedade, deixando claro que tal só é possível graças à dedicação e empenho de todos os envolvidos, internos e externos. “Os resultados alcançados através das inúmeras publicações, cursos e conferências ajudam a valorizar a diversidade de pensamento e a pluralidade de ideias na Defesa Nacional", afirmou.

Perante os presentes, civis e militares, a Ministra da Defesa reafirmou a importância da função de todos “enquanto agentes multiplicadores e inovadores na sociedade portuguesa relativamente aos temas e valores que norteiam a Defesa", algo que muito valoriza e que pretende continuar a promover.

Durante a sessão, Isabel Nunes, diretora do IDN, afirmou que o atual ano letivo integrará, de forma transversal, nos conteúdos programáticos dos cursos ministrados “os desafios e oportunidades decorrentes da aprovação e implementação da Bússola Estratégica, da aprovação do novo conselho Estratégico da NATO, assim como do Conceito Estratégico da Defesa Nacional. Atualmente, o instituto tem 16 cursos, “cinco dos quais em parceria com instituições do Ensino Superior e três de estudos pós-graduados".

De igual forma, assegurou que, em 2023, serão desenvolvidos estudos e “respostas à crise e à segurança energética", acompanhando a “evolução das estratégias adotadas no contexto energético e climático"; será equacionado “o lugar da China na nova ordem internacional"; analisado “o imperativo de uma necessária reforma das Nações Unidas" bem como “a participação de Portugal em missões internacionais", entre outros temas. “A resiliência de uma democracia mede-se também pela qualidade da educação e da formação. E esta deve traduzir-se numa cidadania participativa, na segurança, na defesa e na paz", frisou.

O IDN encontra-se atualmente a organizar um ciclo de eventos por todo o país, cujo primeiro ocorreu em outubro, e integra o programa da IV edição do Seminário de Defesa Nacional a ter lugar a 18 de novembro.

Na sessão, a par dos novos auditores que iniciaram mais um ciclo de estudos do Curso de Defesa Nacional, estiverem também presentes os Chefes de Estado-Maior da Marinha, Exército e Força Aérea.

 

As Transformações Transatlânticas e a Defesa

No início de mais um ano académico do IDN, Helena carreiras não pode deixar de destacar algumas das transformações que deverão continuar sob o olhar atento daquele Instituto - “Inevitavelmente, a guerra que decorre no Leste europeu marca qualquer avaliação que façamos do contexto internacional. A invasão ilegal e injusta da Ucrânia pela Rússia, constituiu um ataque frontal aos princípios basilares do sistema internacional e tem exigido uma atenção sem paralelo (…) as consequências geopolíticas decorrentes deste conflito têm sido consideráveis, exemplificadas pela resiliência e coesão da União Europeia e da NATO face à ameaça russa, e expressas na Bússola Estratégica e no novo Conceito Estratégico da Aliança Atlântica", disse.

Helena Carreiras salientou ainda alguns resultados do relatório “Tendências Transatlânticas", onde se observa que 65% dos Portugueses inquiridos consideram o papel da NATO como muito importante no atual contexto securitário, e 69% consideram a UE como muito importante para a segurança nacional. “Ainda mais relevante é o facto de 90% apoiarem de forma esmagadora a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO", assentiu.

Referindo que os resultados refletem o apoio Nacional à Ucrânia, a governante aproveitou para reafirmar que “Portugal mantém imperativos de soberania e segurança, dentro e fora do território nacional" e que nesse contexto, “a participação das nossas Forças Armadas no exterior continua a gerar elevado prestígio e reconhecimento, e prova disso é o facto de termos atualmente, pela primeira vez, três Oficiais Generais no Comando de Missões ou Forças Internacionais, em simultâneo, em missões da União Europeia em Moçambique, na República Centro-Africana e no Oceano Índico".

Pela atual posição de Portugal, como coprodutor de segurança internacional de confiança para os Aliados e Parceiros, a Ministra afirma que é necessário “permanecer vigilantes a quaisquer necessidades que possam surgir no Leste europeu, no âmbito do reforço da coesão da Aliança Atlântica" e manter uma “participação ativa na futura Missão de Assistência Militar da União Europeia à Ucrânia".

“Estes compromissos deverão suscitar uma combinação de todos os ativos da Defesa Nacional e das Forças Armadas, com base numa perspetiva racionalizada, coerente e holística, sendo esta a principal orientação constante da Diretiva para o Planeamento das Forças Nacionais Destacadas", afirmou Helena Carreiras assegurando que todos os presentes estariam cientes “que a despesa em defesa é um investimento na soberania, e na segurança de Portugal e dos portugueses, dos nossos Aliados, e dos nossos Parceiros".

A proposta do Governo para Orçamento de Estado para 2023 prevê uma despesa total consolidada na área da Defesa Nacional de 2.584,9 milhões de euros, destacando-se o investimento de mais 17 milhões na Lei de Programação Militar face às estimativas para 2022. 

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