“As Forças Armadas são um pilar estruturante da nossa sociedade e da nossa democracia e, no entanto, são insuficientemente conhecidas por parte da população”, lembrou o Ministro João Gomes Cravinho. O Instituto de Defesa Nacional é, hoje, “de forma muito estabelecida uma correia de transmissão permanente entre a Defesa Nacional e a sociedade”, acrescentando tratar-se “de um imperativo cívico trabalharmos para construir essa ponte”.
João Gomes Cravinho falava na Sessão de Encerramento da 43ª edição do Curso de Defesa Nacional 2018-2019, que também contou com a presença da Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, apontando que a nível nacional foi “assumido o desígnio de reforçar o investimento na Defesa e de trabalhar para a valorização da carreira militar”, num momento em que a defesa nacional, europeia e euro-atlântica vivem um “momento de enorme importância na definição do seu futuro”.
No Dia da Europa, o Ministro destacou a relevância das próximas eleições europeias “no contexto do processo de construção de uma cultura estratégica comum de Defesa”, considerando que também “os Estados-membros e as instituições europeias estão hoje disponíveis para desenvolver uma cultura estratégica comum a investir no sector industrial da defesa”.
Realçando o “contexto de mudança de paradigma nas relações transatlânticas e na ordem internacional”, o Ministro da Defesa Nacional afirmou que Portugal deve saber “posicionar-se de forma a melhor defender os interesses dos portugueses e das suas instituições.”
No seu discurso, João Gomes Cravinho elevou o trabalho do Instituto de Defesa Nacional que ao longo de 43 edições do Curso de Defesa Nacional formou 1894 auditores, oriundos das mais diversas áreas profissionais e académicas, constituindo um conjunto “muito amplo de vozes e de perspetivas relevantes” para a Defesa Nacional, que tiveram a oportunidade de “interagir diretamente com os diferentes responsáveis políticos e com as instituições regionais, nacionais, internacionais que alicerçam a nossa Defesa”.
João Gomes Cravinho realçou ainda o trabalho de “enorme dedicação” do Major-General Vítor Viana, à frente do Instituto de Defesa Nacional há quase uma década e ao qual “soube imprimir uma energia renovada”, agradecendo o seu trabalho em prol de uma Defesa estrategicamente orientada e mais próxima dos cidadãos”.
Antes do momento de entrega dos diplomas e certificados aos 42 auditores, foi apresentado o melhor trabalho de investigação realizado, subordinado ao tema “A posição geoestratégica de Portugal e a redefinição do mapa energético Europeu”.