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EMGFA elege D. Nuno Álvares Pereira para seu patrono

A escolha do Patrono EMGFA, encorajaram reflexões do Presidente da República, do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas sobre as Forças Armadas

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04 de setembro de 2019

O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) celebrou na terça-feira, dia 3 de setembro, a data da sua criação, com uma cerimónia militar junto à Estátua de D. Nuno Álvares Pereira, na Avenida do Restelo, em Belém, presidida pelo Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa.

As comemorações da efeméride e a escolha de D. Nuno Álvares Pereira como Patrono EMGFA, encorajaram reflexões do Presidente da República, do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas sobre as Forças Armadas, havendo pontos de convergência como o recrutamento, saúde militar, ciberdefesa, não faltando elogios às missões desenvolvidas pelos militares e às suas capacidades.

Perante a Força em parada constituída por elementos da Marinha, do Exército, da Força Aérea, da GNR e da PSP, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, recordou os militares que cumprem missão em quatro continentes e vários espaços marítimos e aéreos. “Os militares portugueses desempenham as suas tarefas com brio, competência, humanismo e coragem, qualidades amplamente reconhecidas a nível internacional, facto que nos enche de orgulho, porque é sinal de que dispomos de umas Forças Armadas capazes de honrar o país que servem”. A elevada qualidade, “é também um sinal do enorme empenho dos Chefes de Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea em garantir elevados padrões de qualidade, no aprontamento dos meios e das forças operacionais”, considerou. 

“Portugal conta hoje com uma estrutura militar de aconselhamento ao poder político, e de planeamento e resposta operacional que nos garante coerência e uma utilização eficaz dos recursos”, considerou o Ministro da Defesa Nacional, recordando a ativação da Força de Reação Imediata na resposta nacional à crise em Moçambique, após a passagem do furacão Idai, no apoio ao abastecimento, durante a crise energética, frisando a mobilização de cerca de 50 mil militares, ao longo das últimas duas décadas, num vasto leque de missões internacionais.

Para o Ministro João Gomes Cravinho, “os desafios atuais e futuros exigem que continuemos a trabalhar de forma muito próxima, nomeadamente na identificação de soluções para a importante questão dos efetivos e a atratividade da carreira militar, aproximando a Defesa Nacional da sociedade”, considerando que “precisamos de ser mais ambiciosos na vontade de reverter um longo processo de afastamento e desconhecimento mútuo”. Apontou ainda a sustentabilidade da saúde militar, os mecanismos de promoção das indústrias de defesa como outros desafios.

“Um EMGFA forte e claramente articulado com o poder político, com os Ramos, e com uma rede de parceiros operacionais nacionais e internacionais, serve os interesses do país”, atentou o responsável pela pasta da Defesa enunciando a Estratégia Nacional de Ciberdefesa, o Conceito Estratégico de Defesa Nacional e a articulação entre a Defesa e as forças de segurança como matérias nas quais espera um contributo central do Estado-Maior-General.

Opiniões partilhadas pelo Presidente da República que sublinhou a importância da concretização das medidas na área da saúde militar, a execução da Lei das Infraestruturas e a criação de fatores favoráveis ao recrutamento e à valorização das Forças Armadas. Para o Presidente da República, “não basta termos orgulho nas nossas Forças Armadas, é preciso estarmos todos à altura desse orgulho que proclamamos”, sublinhando que “sem umas Forças Armadas unidas, fortes e prestigiadas não há um Portugal unido, forte e prestigiado”.

Na celebração da efeméride, D. Nuno Álvares Pereira (Santo Condestável) foi anunciado Patrono do Estado-Maior-General das Forças Armadas, por se reconhecer que, na sua figura, estão personificados valores e características que o definem como comandante militar extraordinário, estratega de visão esclarecida e homem simples e generoso, naturalmente alinhados com a missão deste Estado-Maior-General, com as funções do CEMGFA e com a essência do espírito de serviço característico dos militares.

No Dia do EMGFA foram condecorados o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Angola, a Secretária-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, a Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna, o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, o Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, o Embaixador da Representação de Portugal na NATO, três militares destacados no Estado-Maior-General: Tenente-Coronel Hélder dos Santos Guerreiro, Sargento-Chefe Emílio Lopes Alegre, 1º Marinheiro Ricardo Lucas dos Santos, e uma funcionária civil, Graciete Maria Freitas.

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