O Instituto da Defesa Nacional acolheu, no dia 20 de maio, a cerimónia de encerramento das atividades desenvolvidas pela Comissão para as Comemorações do 50.º aniversário do 25 de Novembro de 1975, presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.
Na sua alocução, Nuno Melo agradeceu o trabalho desempenhado pela Comissão, em especial ao seu Presidente, Tenente-General Alípio Tomé Pinto e destacou o significado complementar dos dois momentos históricos, salientando que “o 25 de Abril trouxe o fim do Estado Novo e trouxe a liberdade, e esse era o seu propósito, de devolver o poder ao povo para decidir o seu próprio destino. Mas foi o 25 de Novembro, por seu lado, que devolveu a Abril esse propósito originário."
O Tenente-General Tomé Pinto apresentou o conjunto de iniciativas promovidas ao longo das comemorações, destacando o documentário “Recordar o 25 de Novembro", realizado pelo Ministério da Defesa Nacional e apresentado em dezembro de 2025 no Cinema São Jorge, em Lisboa, e que serviu de base às conferências-debate realizadas em todo o território nacional, incluindo as ilhas. Referiu ainda o podcast “Portugal em Revista: De Abril a Novembro"; o livro “O 25 de Novembro de 1975: Testemunhos do Povo Fardado", apresentado nesta sessão; o lançamento das moedas comemorativas evocativas do 25 de Novembro de 1975; bem como a exposição “Do 25 de Abril ao 25 de Novembro", organizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional, e o folheto da sua autoria alusivo à efeméride.
Nas suas palavras, o Tenente-General Alípio Tomé Pinto salientou que “O 25 de Abril de 74 e o 25 de Novembro de 75 não têm dono, pertencem ao Povo, que em voto livre e seguro elegeu os seus representantes e neles delegou a responsabilidade de criarem condições de segurança e confiança para salvaguarda de Direitos, Liberdades e Garantias Constitucionais."
A cerimónia integrou ainda a conferência-debate subordinada ao tema “O 25 de novembro de 1975 e a institucionalização das Forças Armadas como garante da ordem democrática: Regresso à NATO e a África", com intervenções do General José Pinto Ramalho e do Tenente-General Nuno Lemos Pires, moderada pelo Almirante Fernando Melo Gomes.
No final da sessão, foi lida uma mensagem enviada pelo General António Ramalho Eanes, Presidente da República entre 1976 e 1986, na qual destacou que estas comemorações terão levado “a que se olhe o 25 de Novembro como acto histórico de múltipla responsabilidade cívica, em especial militar, para retomar a transição democrática, cumprindo, assim, o seu desígnio fundamental."
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